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Mostrando postagens de 2013

Uma mensagem para 2014

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Este ano foi muito especial, pudemos compartilhar e registrar nossas descobertas e incentivar questionamentos, idéias, mudanças. Ainda não chegamos lá, mas quem chega? Pois o caminho é o mais enriquecedor nesta nossa história de educadores da infância.  Agradecemos a escola a qual trabalhamos EMEI Professora Laura da Conceição Pereira Quitaes, a todos que trabalham nela, especialmente a diretora Solange . Agradecemos imensamente as crianças que nos ensinaram muito assim como suas famílias e não podemos deixar de esquecer nossas colaboradoras Juliana Diamente e Luciana Borges, que nos deram muitas dicas, toques e incentivos. Obrigada a todos vocês que visitaram nosso blog e deixamos aqui nossa mensagem para o ano que chega.

Maracatu Cultura do Povo!!!

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"Maracatu é uma brincadeira que se toca, canta e dança em um cortejo para coroar reis negros. Existem muitos maracatus em muitos lugares do Brasil. Os negros, quando eram escravos aqui no Brasil sentiam muita saudade da África. Começaram então a fazer suas danças, seus cantos, enfim, suas festas para lembrar de casa. Os portugueses proibiam suas festas, mas eles muito espertos, descobriram um jeito de enganá-los, vestindo, por exemplo reis africanos com as roupas e gestos dos nobres portugueses. Assim, eles podiam fazer suas festas sem que ninguém os incomodassem."
Essa foi a explicação tirada do Livro Brincadeiras Musicais do Grupo Palavra Cantada Volume 4.
O maracatu surgiu na turma a partir da leitura do livro O Casamento da Princesa, de Celso Sisto em que as crianças se interessaram pelo lugar em que ocorria a história. Dessa maneira chegamos a África, quando perguntamos o que era a África muitas crianças responderam que era "o lugar onde moram os bichos", &qu…

Desenho no chão de terra

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Quem nunca fez isso? Achou um graveto ou uma pedra e deixou suas marcas, seus pensamentos ou apenas rabiscou. Desde o tempo das cavernas...Em um mundo feito de cimento as crianças precisam se encontrar com coisas simples como desenhar em um chão de terra, achar um bichinho ou uma pedra legal ou usar os pés para apagar um risco que não gostou.




Quando a brincadeira vira pintura.

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Depois de brincar com barro no parque, as crianças foram convidadas a fazer tinta com ele. Isso mesmo! Tinta!! Elas pegaram um punhado de terra, misturaram com água e cola. E o que conseguiram foi brincar com as tonalidades deste material, pois depois de um tempo a terra se depositava no fundo do copo e quando mergulhavam o pincel no fundo dele conseguiam uma cor mais escura do que na parte de cima que tinha mais água. Além disso a tinta também continha um pouco de areia e pequenos grãos que acabaram compondo a pintura. Usamos cartolina amarela e o efeito no desenho foi muito bonito. Vejam:



Bolinho de lama?

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Ingredientes:

Terra Água Um monte de crianças Duas professoras maluquinhas Um balde de água pra lavar as mãos e os pés!
Modo de fazer: 
Junte a terra, coloque um pouco de água e deixe as crianças serem felizes!! Ouça elas dizerem: que nojo! Nossa e se colocar mais água? Que gostoso passar o pé aqui!!





Linhas 3D

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Nessa proposta as crianças teriam de criar colagens que saíssem do papel, mas que o usassem como suporte. No início foi um pouco difícil para elas mas logo conseguiram entender e criar em cima da proposta. Usamos fita crepe pois era um material que as crianças gostaram de explorar e também facilitaria a construção dos desenhos tridimensionais.

As crianças constuindo seus desenhos






Canudinhos. Uma colagem diferente!

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Nesta experiência as crianças receberam vários canudinhos sobre a mesa, brincaram com os mesmos e formaram desenhos com eles. Depois receberam uma cartolina e fizeram o mesmo. Pedimos então, que colassem os canudinhos nessa folha, formando desenhos. A primeira vez utilizamos cola, porém percebemos que depois de secos os canudinhos se soltavam das folhas. Dessa maneira na segunda vez as crianças usaram fita crepe, foi um pouco difícil mas elas conseguiram cortar com a tesoura. Algumas crianças gostaram tanto que o canudinho ficou em segundo plano, elas disseram que gostaram muito de desenhar com canudinhos, mas era um pouco difícil usar a fita porque grudava nos dedos, entretanto adoraram experimentar essa nova ferramenta.

As crianças desenhando com os canudinhos







Desenhando na cartolina

Linhas e pés!!

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Essa foi outra proposta em sala. Uma instalação de linhas no chão. Usamos tiras de couro sintético (que achamos na rua) e fita crepe. As crianças esticaram as tiras e grudaram no chão com a fita, criaram caminhos e desenhos. Depois disso, tiraram os sapatos e sentiram as linhas com os pés. Aqui estão algumas falas das crianças:
Lucas:_ Nossa o chão tá gelado!
Catherine:_Vamos andar por esse caminho aqui, vem me seguir!
Bianca:_ Vamos fazer um trem?
Geovanna: _ Nossa isso faz cócegas nos pés.

Crianças esticando as tiras no chão




Como ficou depois de pronto



As crianças andando descalças nas linhas


Frotagem com barbante

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A palavra frotagem é de origem francesa - frotter, que significa “esfregar”. Consiste em colocar uma folha de papel sobre uma superfície que contém alguma textura, e esfregá-lacom um de giz de cera, por exemplo, para que a textura apareça na folha. Depois de termos feito as colagens com os barbantes, as crianças, que já haviam feito a frotagem antes com o barbante no chão, fizeram agora em seu próprio trabalho ou de alguns colegas. Primeiro passaram os dedos pelo papel para sentir o barbante por baixo e depois usaram o giz de cera para fazerem a frotagem. Se colocarmos lado a lado veremos como fica muito interessante e as crianças gostaram muito de ver o desenho "aparecer" na folha.






Colagem e desenho com barbante

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Depois das várias experiências que tiveram em sala e fora dela chegou a hora das crianças criarem com o barbante algo individual. Pedimos que primeiramente brincassem na mesa com o material, desenhando várias formas, laços e linhas abertas e fechadas.



Instalação com barbante na sala

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Inspiradas nas obras-instalações de Edity Derdyk propusemos outras experiências às crianças, agora dentro da sala de aula, no primeiro momento a experiência foi mais dirigida, e depois as crianças puderam criar com mais liberdade sua própria instalação coletiva. Fizemos uma roda com as crianças e usamos lã azul escura, elas iam jogando o novelo, ora por cima, ora por baixo da trama e pegando uma ponta antes de jogar para outra criança, até formar um desenho com as linhas construidas no jogo.






Este momento foi quando todas as crianças já haviam pegado uma ponta de lã no novelo e então começamos as brincadeiras: levantar bem alto, olhar por baixo sem soltar a lã, abaixar até chegar perto do chão, tremer, deixar mais frouxo, esticar...etc.

Quando esgotamos as possibilidades soltamos a lã no chão, com cuidado para não desmanchar o desenho, as crianças observaram e encontraram várias formas: quadrado, triangulo, estrela, etc.



Brincaram de "coelhinho sai da toca" pisando nos espaç…

Pelo simples prazer de pintar!!!

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Colocamos no parque, no brinquedo chamado de "macaquinho" várias folhas de papel pardo e do outro lado vários plásticos transparentes. A primeira proposta foi só de colocar os plásticos, já que a transparência seria um elemento de interferência, mas não tínhamos o suficiente. No entanto o que vimos foi a diversão e a concentração das crianças. Achávamos que haveria conflitos pelo fato de não haver plástico para todos, entretanto isso não foi o mais relevante para eles, e sim o fato de pintar em um lugar diferente e com os amigos. Como o brinquedo no parque foi um suporte para apenas pendurar as folhas, a falta de apoio embaixo delas foi um elemento a mais na pintura, sem falar no vento, que neste dia estava intenso.











Instalação de linhas coloridas no parque

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Depois de observarem as obras da artista plástica Edith Derdyk e suas instalações com linhas modificamos alguns lugares no parque, entre eles o trepa-trepa. Colocamos juntamente com as crianças linhas de liganete, em uma parte na horizontal e outra na vertical. Elas se divertiram muito brincando de "entrar" nas linhas, sentar e ficar em pé. Esse tipo de material é elástico e permite essa mobilidade além de não machucar as crianças. Esse brinquedo (trepa-trepa) que era deixado de lado pelas crianças passou a ser lugar de jogos simbólicos e brincadeiras, ou seja, tornou-se mais divertido.